Como Fazer um Escudo Europeu Medieval

I. Introdução

O objetivo principal deste tutorial, como o título sugere, é demonstrar o processo de fabricação de um escudo ao estilo medieval europeu. Com isso, quero dizer que esse artefato é inspirado na estética, forma e função dos escudos europeus medievais. Ao final, ele terá uma aparência característica daquele contexto histórico e cultural e, se fosse utilizado em combate, cumpriria bem sua finalidade.

No entanto, é importante ressaltar que esse texto não ensina técnicas históricas. Os recursos e meios mostrados aqui não são estritamente medievais. Por exemplo, se posso usar uma ferramenta elétrica para agilizar e otimizar o processo, então optarei por utilizá-la. Alguém poderia então dizer: “Ora, mas na Idade Média eles não tinham lixadeiras elétricas, portanto o resultado disto não pode ser um escudo verdadeiramente medieval”.

O argumento é válido, mas muito severo. Se eu seguisse esse entendimento, nem mesmo poderia chamar esse escudo de europeu, já que é produzido no Brasil. Sendo assim, insisto que este trabalho cumpre com sua proposta. Tendo deixado isso claro, prossigamos com o conteúdo.


II. Pesquisa

Se o seu objetivo é fabricar um objeto que seja historicamente convincente, seu projeto deve começar com uma boa pesquisa. Para tal, é necessário considerar que os armamentos evoluem ao longo do tempo, alinhando-se com as táticas e necessidades dos envolvidos na guerra.

Durante os dez séculos da Idade Média, foi desenvolvida uma grande variedade de escudos, com funções, materiais, formatos e tamanhos diversos. Na seguinte linha do tempo ilustrada1, podemos verificar algumas dessas mudanças.

1066

1190

1290

1350 

1390

1480

Por exemplo: um escudo utilizado no século XII (1190) seria maior do que um escudo do século XIV (1350). No século XII, as armaduras ainda eram principalmente de malha de metal, oferecendo proteção limitada. Por causa disso, os escudos precisavam ser grandes, para cobrir mais áreas vulneráveis do corpo. Mas a partir do século XIV, com as armaduras de placas sendo aprimoradas, a proteção tornou-se mais completa e eficaz. Com isso, os escudos foram diminuídos de tamanho, otimizando também a mobilidade dos combatentes.

A melhor prática, portanto, é concentrar a pesquisa em um recorte de tempo bem específico. Para projetar meu escudo, optei por investigar exemplares do século XIV. Se você não tiver acesso a fontes confiáveis ou prefere evitar a leitura de obras extensas, uma sugestão é explorar o que é postado em comunidades e perfis sobre reenactment nas redes sociais. Todavia, é preciso saber distinguir entre informações com fundamento histórico e ideias que são fantasiosas.


III. Design

Na fase de design, são estabelecidas a forma e as dimensões do escudo. O modelo mais comum que remonta ao século XIV é hoje conhecido como heater shield. Ele recebeu esse nome muito depois de sua época, porque os ingleses da era vitoriana comparavam seu formato ao dos ferros de passar roupas.

Ainda são meio parecidos.

As imagens abaixo apresentam três maneiras diferentes de desenhar um escudo desse tipo. Você pode optar por um formato mais triangular ou retangular, dependendo de suas preferências e necessidades.

Mais triangular
Proporções equilibradas
Mais retangular

Após pesquisar exemplares da época escolhida e considerar também o meu próprio tamanho, determinei que meu escudo terá 60 cm de altura, 50 cm de largura e uma espessura de 10 mm.


IV. Estrutura

Para fazer o miolo do escudo, uso duas chapas de compensado naval com espessura de 4 mm, cortadas um pouco maiores do que o tamanho final da peça. Antigamente, essa parte também seria feita com lâminas de madeira, sobrepostas com as fibras em direções diferentes e unidas com cola animal. Isso não difere muito do material contemporâneo.

Primeiro, marco o ponto mediano dos compensados nos lados menores, que serão o topo e a ponta do escudo. Depois aplico cola entre as duas placas, da maneira mais uniforme possível, e as junto, formando um sanduíche. Costumo usar cola de PVA e nunca tive problemas, mas, para essa etapa, os produtos mais confiáveis são à base de poliuretano e resina epóxi. Enquanto a cola ainda está fresca, alinho as marcações feitas anteriormente e as prendo no lugar com pedaços de fita adesiva. Isso evita que o conjunto deslize e tudo acabe ficando torto.

Agora, os compensados precisam ser moldados aplicando uma força constante. Para isso, uso uma prensa simples, que aparece nas imagens abaixo. Ela é composta por uma estrutura de madeira e dois grampos de ferro tipo C. As chapas são comprimidas ao longo da linha central, enquanto suas laterais são empurradas na direção oposta. Esse método é suficiente para formar uma curvatura leve no escudo, mas existem outras opções. Uma pesquisa na internet pelo nome shield press vai mostrar soluções diferentes. Em todos os casos, é importante manter o conjunto sob pressão até que a cola esteja completamente seca.

A união entre as chapas deve ser a mais perfeita possível, sem a formação de bolhas ou espaços vazios, para evitar que se separem depois. Por esse motivo, também uso prendedores de papel para manter juntas as bordas do conjunto.

Quando estiver seco, o conjunto pode ser retirado da prensa. Após a liberação da pressão, as fibras da madeira relaxam um pouco, mas a curvatura permanece.

Em seguida, examino as superfícies da madeira em busca de irregularidades grandes, que precisem de lixamento ou preenchimento. Essa etapa é importante para garantir que tudo fique bem regular. Algumas falhas são bastante visíveis, outras podem ser sentidas ao toque, e outras ainda só se revelam quando se direciona uma luz sobre a madeira, observando as sombras que ela projeta, como na imagem abaixo. Já as ranhuras naturais e a aspereza do material não precisam ser corrigidas — na verdade, elas ajudarão na aderência da cola durante o revestimento.

Estando tudo nivelado, posso transferir o desenho do escudo para o compensado. Eu prefiro fazê-lo no computador e imprimi-lo, em tamanho real, numa gráfica. Depois, recorto a forma e a uso como gabarito. Gosto da precisão que esse método proporciona, e da facilidade que oferece para produzir mais de um escudo. Mas, logicamente, traçar o desenho diretamente na madeira também funciona.

Ao final dessa fase, uso uma serra elétrica para recortar a peça rente ao formato delineado e, em seguida, dou acabamento às bordas com uma lixadeira elétrica. Esse componente, o miolo do escudo, é a parte mais essencial do projeto inteiro.


V. Revestimentos

Uma vez recortado, o escudo é coberto com cola e tecido, o que aumenta sua resistência significativamente. O tecido escolhido não pode ser elástico e deve resistir a puxões. Recomenda-se o uso de fibras naturais, pois os materiais sintéticos não aderem bem e podem reagir com as substâncias presentes na cola. Historicamente, usava-se o linho. Muitos exemplares medievais também eram cobertos com pergaminho animal. Para meus escudos, utilizo sarja crua e, novamente, a cola de PVA.

Aplico a cola na frente do escudo, espalhando bem o produto, e então estendo o tecido por cima. Com um cartão de crédito desativado, estico o tecido para evitar bolhas. Uso o cartão como se fosse uma espátula: mantenho-o firme contra a superfície e o movimento, indo sempre do centro do escudo em direção às bordas. Apesar de ser uma ferramenta improvisada, ele funciona surpreendentemente bem. Depois de fixar o tecido, aguardo o tempo necessário para a secagem completa da cola.

Quando a frente está completamente seca, viro a peça e marco o verso do tecido, ao longo de todo o perímetro do escudo, deixando uma margem extra de 3 cm. Também facilito esse processo com um graminho improvisado, feito de um pequeno bloco de madeira furado, por onde posiciono um lápis.

Em seguida, com uma tesoura, recorto seguindo o traçado. A borda resultante é então dobrada para trás, esticada e colada nas laterais e no verso da madeira. Também uso os prendedores de papel nesse procedimento, para manter o tecido bem unido à madeira enquanto a cola seca. Tenha um cuidado especial ao envolver as pontas do escudo, para que não percam sua forma. Friccionar um pedaço de madeira lisa (como o cabo de alguma ferramenta, por exemplo) sobre essas áreas também ajuda a moldá-las adequadamente.

Após secar novamente, diluo uma parte de cola PVA em duas partes de água. Aplico essa solução uniformemente, por todo o tecido (na frente, nas bordas e no verso) e aguardo secar mais uma vez. Faço pinceladas bem carregadas, deixo o pano absorver bem o líquido. As lacunas da trama têm que ser preenchidas, para que ela adquira uma consistência dura e áspera. Se o tecido que você usou for fino e já estiver suficientemente impregnado com cola desde a fixação, pode pular essa etapa.

Depois disso, cubro o tecido com gesso. Pode parecer estranho revestir um escudo com esse material, mas é exatamente o que se fazia antigamente. Isso também adiciona alguma resistência ao conjunto, mas serve principalmente como base para as tintas que virão depois. Assim, o escudo medieval era preparado do mesmo modo que um painel artístico.

Em particular, gosto de utilizar um produto pronto, desenvolvido para a construção civil, chamado de massa acrílica, que é composto por carbonato de cálcio, polímeros, bactericida e fungicida. Se você fizer a própria mistura, uma dica é adicionar um pouco da mesma cola usada com o tecido.

Idealmente, este revestimento deve ser fino e cobrir todo o tecido: a frente, as bordas e o verso. É recomendável fazer testes prévios, para garantir que o gesso não rache ou se desprenda posteriormente. A aplicação pode ser feita com o auxílio de um pincel, espátula, ou mesmo com as mãos, dependendo da consistência do material.

Uma vez que estiver totalmente seco, o gesso pode ser lixado para que receba um acabamento liso. Devido à sua porosidade, ele tende a sujar-se facilmente. Por isso, também recomendo aplicar algumas demãos de base acrílica (ou tinta branca) no escudo antes de pintá-lo com outras cores.


VI. Suspensão

As alças de couro usadas para segurar o escudo e fixá-lo ao braço são chamadas de enarmes. Nos artefatos históricos sobreviventes, é observada uma grande variedade de configurações para elas. A mais simplificada consiste em três partes: uma alça de empunhadura, para ser segurada com a mão; uma correia curta, posicionada próxima à articulação do cotovelo, responsável por estabilizar o escudo no antebraço; e uma correia mais longa, que passa por trás do pescoço e ajuda a sustentar o peso do escudo por longos períodos, conhecida como tiracolo (guige).

As tiras de couro usadas neste projeto têm 2 cm de largura. As correias reguláveis utilizam furos e fivelas de metal em forma de D. A alça de empunhadura é cortada com 4 cm de largura, depois dobrada e costurada para ganhar corpo e maior consistência, embora uma faixa simples também cumpra bem essa função. Costuras são feitas com fio encerado para maior durabilidade.

Os enarmes eram presos ao escudo com pregos que o atravessavam. Para mantê-los no lugar, suas pontas eram dobradas no verso. Pequenos recortes de metal perfurado eram interpostos entre o couro e os pregos, a fim de aumentar a resistência estrutural desses pontos de contato. Neste projeto, porém, eu perfuro o escudo com uma furadeira elétrica e fixo os enarmes com parafusos niquelados de encadernação, referidos em inglês como Chicago screws. Trata-se de uma solução contemporânea, porém discreta e bem integrada, que me permite substituir os enarmes com facilidade, caso seja necessário.

Para suspender o escudo em uma parede quando não estiver em uso, uma tira fina de couro é também fixada em seu verso com tachas de aço. É outra solução amplamente verificada em exemplares históricos.



VII. Acolchoamento

O braço do combatente era acomodado ao escudo com o auxílio de um estofado. Esse componente tinha a função de estabilizar ainda mais o escudo e amortecer o impacto dos golpes. É composto por um recorte de enchimento, revestido por um pedaço de tecido e fixado com tachas de aço. Para pregar as tachas de uma maneira que seja visualmente regular, marco previamente as posições delas nas margens do tecido usando uma régua e um lápis. Para evitar que o enchimento se achate ou se deforme facilmente com o tempo, recomendo o uso de uma espuma de alta densidade.


VIII. Decoração

Nessa fase, a superfície do escudo recebe elementos visuais. Para que essa adição seja historicamente coerente, porém, é importante compreender as circunstâncias em que esses dispositivos gráficos foram desenvolvidos. As figuras que aparecem em escudos medievais não são fruto de escolhas meramente arbitrárias, mas respondem a exigências práticas.

O período medieval viu seus guerreiros cobrirem-se de aço a ponto de não serem mais facilmente identificados por amigos ou inimigos, pois o uso crescente de elmos fechados ocultava o rosto. No contexto caótico do combate, essa dificuldade de reconhecimento podia levar a falhas na coordenação das tropas e à perda de coesão, gerar hesitação diante do inimigo e até provocar ataques contra aliados. Para resolver esse problema, a partir de meados do século XII, foi sendo codificada uma linguagem visual que combinava cores e formas, e era aplicada em bandeiras, vestes e escudos. A esse sistema, chamamos hoje de heráldica. Daí decorre que o modo mais conhecido de identificar o portador de um escudo seja por meio da aplicação de um brasão.

© Graham Turner · Studio 88

Batalha de Agincourt (1415), óleo sobre tela de Graham Turner.

Contudo, a decoração dos escudos medievais nem sempre era representativa de uma identidade pessoal, estável e transmissível. Os escudos de homens de armas comuns podiam receber tratamentos simples de superfície, cores lisas ou padronagens ornamentais. Quando símbolos eram incluídos, estes representavam devoção religiosa e pertencimento nacional, como a Cruz de São Jorge na Inglaterra. E também era frequente que os vassalos ostentassem as insígnias de seus senhores — como a rosa branca de York ou a rosa vermelha de Lancaster —, indicando lealdade de maneira circunstancial.

“XVIII. Item, que todo homem, de qualquer estado, condição ou nação que seja, desde que pertença ao nosso lado, traga um grande sinal das armas de São Jorge à frente, e outro atrás; sob pena de que, se for ferido ou morto por falta disso, aquele que o ferir ou matar não sofrerá qualquer punição por tal ato. E que nenhum inimigo traga o referido sinal de São Jorge, a não ser que seja prisioneiro, sob pena de morte.”

Ordinances for the English Army (1385).

Para que a comunicação fosse efetiva, esses sinais precisavam ser formulados de acordo com um conjunto de normas. Primeiramente, deveriam ser reproduzidos de modo a serem visualmente reconhecíveis, ainda que isso exija certo grau de abstração e estilização. Na prática, isso implica evitar deliberadamente a representação realista de seres do mundo natural, tratando-os como glifos, nos quais a identificação se dá principalmente pela silhueta da forma, delineada num equilíbrio entre espaços positivos e negativos. Era ainda comum que essas figuras fossem distorcidas, de modo a ocuparem o espaço com maior eficiência. O contraste entre o fundo e as figuras era reforçado pelo uso normatizado das cores que, na heráldica, define-se por conceitos denominados esmaltes.

Outra questão a ser considerada é que representações artísticas exibem características de estilo que permitem situá-las historicamente. Em trabalhos de recriação histórica, portanto, é importante reconhecer a expressão visual de cada época, a fim de produzir arte condizente com o período retratado.

Para este projeto, foi escolhida uma representação pictórica típica do século XIV, que exemplifica os princípios anteriormente descritos: o brasão de armas dos senhores de Meissau (atualmente Maissau), extraído da obra “Modelos Heráldicos para Aulas de Desenho”, de Hugo Gerard Ströhl. O brasonamento é simples: “De ouro, um unicórnio rampante de negro”.

Para transferir o desenho à frente do escudo, primeiramente imprimo-o em papel no tamanho de sua aplicação. Uma vez recortado, sujo o verso do papel com grafite nas áreas correspondentes ao desenho e, em seguida, posiciono o gabarito sobre o escudo, prendendo-o com fita adesiva. Então, traço o desenho por cima das linhas impressas com uma caneta esferográfica. Assim, a pressão exercida pela ponta da caneta resulta na deposição precisa de grafite sobre o gesso. Trata-se de um método que considero mais limpo e seguro, embora traçar o desenho diretamente no escudo também funcione.

Para demarcar os traços internos da figura, uma solução consiste em gravá-los com uma agulha, formando sulcos que permanecerão visíveis mesmo após a aplicação das tintas.

Foi definido que o campo do brasão será preenchido com folha de ouro imitação. Nesse processo, as áreas correspondentes recebem previamente algumas demãos de goma-laca indiana, para impermeabilização.

Depois, aplico sobre elas uma camada de verniz mordente, que se torna aderente após a secagem. Então, essas áreas são revestidas com a folha metálica e, em seguida, protegidas com verniz incolor brilhante. É importante que esse verniz seja brilhante, pois sua versão fosca reduziria consideravelmente a reluzência natural do metal. O ouro aderido em áreas indesejadas pode ser raspado cuidadosamente com um canivete, estilete ou bisturi.

Convém salientar que qualquer pequena imperfeição na superfície do gesso fica ainda mais evidente após a aplicação da folha de ouro, o que é perfeitamente normal. Um acabamento de alto nível exigiria uma preparação muito mais cuidadosa da superfície, com polimento progressivo, o uso de uma argila especial conhecida como bolo de armênia e ferramentas chamadas brunidores, mas procedimentos assim eram raramente empregados nos exemplares medievais.

Uso tintas acrílicas para colorir o unicórnio, mas se você quiser uma maior fidelidade, pode usar têmpera a ovo. Muitos exemplares históricos também foram decorados com marcas de baixo-relevo obtidas com punções e clichês, figuras de alto-relevo modeladas em gesso, ou apliques de couro.


IX. Conclusão

O escudo medieval europeu reflete escolhas técnicas e artísticas próprias de seu contexto histórico e cultural. Recriá-lo, portanto, é também um exercício de interpretação. A produção aqui documentada evidencia a articulação entre materiais e métodos contemporâneos e as características observadas nos exemplares de época.

A incorporação de soluções atuais, quando feita de forma criteriosa, permite viabilizar o processo sem comprometer sua inteligibilidade histórica. Convém ainda pontuar que, mesmo com a implementação de componentes pré-fabricados e ferramentas elétricas, algumas etapas da fabricação ainda demandam habilidade manual e longos intervalos de espera, o que pode constituir um teste de paciência para o artesão contemporâneo, acostumado a um ritmo de trabalho mais acelerado e a expectativas de desempenho condizentes com a era digital.

O autor agradece e espera que este trabalho contribua para o aprimoramento das práticas de pesquisa e manufatura no contexto do reenactment medieval entre entusiastas de língua portuguesa.


X. Referências

  • FOX-DAVIES, Arthur Charles. A Complete Guide to Heraldry (1909). 🔗
  • KELLY, Patrick et al. The Shield: An Abridged History of its Use and Development. 🔗
  • KOHLMORGEN, Jan. Der mittelalterliche Reiterschild (2002).
  • MARTINI, Bernard. Réalisation de l’écu d’un chevalier entre 1225 et 1260 (2017). 🔗
  • MONCREIFFE, Ian; POTTINGER, Don. Simple Heraldry (1993).
  • RICARDO II. Ordinances for the English Army (1385).
  • ST JOHN HOPE, William Henry. A Grammar of English Heraldry (1953).
  • STRÖHL, Hugo Gerard. Heraldische Vorlagen für den Zeichenunterricht (1910).
  • WISE, Terence et al. Medieval Heraldry (1980).

  1. Autoria das ilustrações usadas na linha do tempo: Zvonimir Grbašić (1066), Christa Hook (1190), Graham Turner (1290, 1350, 1390, 1480). ↩︎